terça-feira, 20 de setembro de 2016

Caio e os que fogem para Macaé



Esses dias eu li que o Caio Castro passou um tempo viajando, estilo mochilão, e agora lançará um livro contando como foi. Em uma das partes de seu livro ele conta que se apaixonou por uma estudante da Califórnia.
Eles se conheceram numa festa, se não me engano, ele descobriu onde ela morava, pegou o avião e foi atrás dela. Chegou parecendo príncipe de história infantil, super nervoso, e dizendo "Ué, vim te ver".
Foi lindo, passaram o dia juntos, ela o convidou para ver o por do sol, foi incrível, eles andaram de skate, ele foi empurrando ela no skate. Claro que eles ficaram, né?! Até que em um determinado momento ele pensou  “Ferrou. Tô apaixonado. Vou me envolver sério aqui".
Bem, não é um conto de fadas, as viagens precisavam continuar, depois de uns dias ele foi embora, conforme o tempo foi passando e ele foi mudando de lugar e de celular, eles foram perdendo o contato. Ele ficou sofrido, mas a vida continua. Ela ficou puta com ele por ele ter sumido assim, mas a vida andou. Depois eles até se falaram novamente, ele explicou o que aconteceu, mas ela estava com outro e parece que ia se casar.

Essa história me lembrou "Macaé", da Clarice Falcão.
~~Eu queria tanto que você não fugisse de mim, mas se fosse eu, eu fugia~~

O fato é que eu adoraria ser o que foge. Queria estar no lugar do Caio, ir embora e é isso aí. Ser o que foge para Macaé porque ela é doida e merece distância.
Mas, será mesmo que ela é doida e merece distância? Até onde sei, essas são as melhores pessoas.
É, não sou a que foge. Sou a que fica. Eu sempre fico. Nas duas situações, eu fico e pago para ver até onde vai chegar ou fico e vejo a pessoa indo. No entanto, chega uma hora que isso cansa. É doloroso ser sempre o motivo da fuga. Por medo, receio, susto, intensidade demais, “legaldade” demais, seja lá a desculpa que usam para fugir, fogem. E eu já fico esperando de onde virá a próxima fuga.

E então, como faz para fugir?

Um comentário:

Viviane Zion disse...

Ficar também é uma forma de fugir.