domingo, 17 de maio de 2009

"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"

Cecília Meireles



Somos o que somos e temos que viver com isso.

Um comentário:

Caio Tadeu de Moraes disse...

Uma das marcas registrada dessa geração é a insatisfação do individuo para consigo mesmo, alvejando sempre o molde mais celebrado pela maioria e pela mídia, resultando numa auto-flagelação epidêmica que vem baixando o astral da população. A prosperidade das cirurgias plásticas é a prova disso, e a recém inaugurada engenharia genética irá muito além, onde os insatisfeitos poderão alterar mesmo aspectos de sua personalidade. Narcisismo virou febre, pregando um novo tipo de arianismo, mas substancial e químico. Lembrando que os arianos eram um ideal de origem nazista.

Valew a frase-reflexão Kézia, e também agradeço por ressuscitar Cecília Meireles!

Abraço de ovelha!