~~ Eu não conseguia respirar, parecia o meu fim eu ia me afogaaar ~~
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Porque ele é do mal
Todo Mundo É Lobo Por Dentro (Petulante)
Oswaldo Montenegro
Você me disse que eu sou petulante, né?
Acho que sou sim, viu?
Como a água que desce a cachoeira
E não pergunta se pode passar
Você me disse que meu olho é duro como faca
Acho que é sim, viu?
Como é duro o tronco da mangueira
Onde você precisa se encostar
Você me disse que eu destruo sempre
A sua mais romântica ilusão
E destruo sempre com minha palavra
O que me incomodou
Acho que é sim
Como fere e faz barulho
O bicho que se machucou,viu?
Como fere e faz barulho
O bicho que se machucou,viu?
P.S.: Essa foi no fundo da alma...
Como eu disse mais cedo: Acho que se um dia eu superar Montenegro eu supero qualquer coisa.
Oswaldo Montenegro
Você me disse que eu sou petulante, né?
Acho que sou sim, viu?
Como a água que desce a cachoeira
E não pergunta se pode passar
Você me disse que meu olho é duro como faca
Acho que é sim, viu?
Como é duro o tronco da mangueira
Onde você precisa se encostar
Você me disse que eu destruo sempre
A sua mais romântica ilusão
E destruo sempre com minha palavra
O que me incomodou
Acho que é sim
Como fere e faz barulho
O bicho que se machucou,viu?
Como fere e faz barulho
O bicho que se machucou,viu?
P.S.: Essa foi no fundo da alma...
Como eu disse mais cedo: Acho que se um dia eu superar Montenegro eu supero qualquer coisa.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
A arte de dizer não
Eu cresci ouvindo
que as pessoas devem dizer "SIM" para a vida, li inúmeros textos de
autoajuda (ou não) que falavam exatamente sobre isso. Do quanto devemos nos
abrir para o mundo, dizer sim para as novas experiências, nos abrir para as
oportunidades e novas vivências, expandir a mente para o inexplicável e para os
sonhos, despreender-se para a diversidade, para o amor, e mais profundamente,
dizer sim ao chamado de Deus.
Tudo isso é muito
lindo, é profundo, é romântico. Mas em tudo na vida há de haver moderação.
Dizer não para o
casamento não é o fim do mundo. Dizer não quando sabe que vai dar errado não é
errado. Escolher não fazer só porque não gosta, não é vergonha não.
Sinceramente?! eu
gosto mais dos que dizem não!
Será mesmo que
vale a pena aquele trabalho que paga tão bem quanto o desgosto de trabalhá-lo?
~~Será que vale a pena tannto sacrifício?!~~
Corresponder à
expectativa da sociedade é assim tão importante? E quando a sua expectativa
passa longe disso?
Diga não para o
convite que te tirará da rotina, se isso te agradar, é válido sim. Não é
obrigação agradar os outros não.
Diga não ao
relacionamento meia boca que só supre o medo da solidão.
A sua satisfação
vale mais que a satisfação daquele amigo.
Moço, você não
precisa ter um caso com a secretária do escritório para mostrar aos amigos a
sua virilidade.
É ok não gostar de
alguém! Você não é obrigado a ficar na presença de quem não gosta, não tem que
conviver quando o santo não bate.
Não tem que tratar
bem quem não é recíproco com você. Trate os outros como você é tratado. Dizer não
para a falsa educação e para o sorriso amarelo é uma questão de amor próprio.
Sabe aquele vazio
no fundo do peito que parece fome, mas é quase desespero? Pode ser o excesso de
'sins' para a vida, para o mundo e para os outros.
Ouça sua voz
interior, e vai por mim, por diversas vezes ela diz NÃO! E isso não é o fim do
mundo não, é só o início do seu grande SIM!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Eu não quero
(Tati Bernardi)
Na infância, ouviu
na aula de religião, e depois também durante o jantar, que nada era mais
importante que a família. Oitenta pessoas, umas falando mal das outras,
trancafiadas numa sala com motivos natalinos, lhe pareciam a visão do inferno.
Mas ela devia estar errada. Se os primos corriam felizes. Ela forçava. E ia.
Depois tinha febre e desarranjos e tremedeira. Uma hora isso acabaria passando.
Durante toda uma
adolescência, se obrigou a fazer aquelas viagens "15 amigos, um
banheiro". Era tão sofrido, tão sofrido, que tinha febres de 40 graus,
amigdalites tenebrosas, rinites de arrancar todo o sistema respiratório com uma
só coçada na cara. Mas se estavam todos querendo e indo. Uma hora ela acabaria
gostando.
Na época da
faculdade, se forçava a ir aos jogos universitários, quase sempre em alguma
cidade do interior sem nenhuma infraestrutura pra receber milhares de
estudantes de todos os cantos do país. Se pegava pensando "será que o
hospital daqui é bom?". Mas disseram que isso não era pensamento de jovem,
e ela então se forçava a não pensar o que já pensava. Se obrigava a vestir
camisetas e torcer apesar de estar verdadeiramente se lixando para esportes e
para todas aquelas pessoas. Beijava nas festas que todo o mundo beijava sempre
desejando virar logo avó pra poder só ver televisão trancada em casa sem
ninguém encher o saco: "Nossa, você parece uma velha!". Queria logo
ser velha para finalmente deixar de parecer uma.
Baratas e
frituras, lamas e coceiras, cachorros-quentes que, em sua fantasia, conversavam
com ela (a salsinha a língua, os pães a boca): intoxicação hemorrágica por
cinco reais! Tudo fedendo a cigarro de cravo, a golfo alcoólico, a ralos
sobrecarregados. Como era insuportável ser jovem e conviver com jovens e,
sobretudo, viajar com jovens. Os piores restaurantes, os piores quartos, as
alegrias histéricas dos humanos menos elevados, os carros que sempre quebravam
na estrada. Ela olhava ao seu redor e todos felizes. Ela só podia estar maluca
ou desacostumada ou doente pra achar tudo detestável. Uma hora acabaria, por
osmose, ficando "de boa". Uma hora pularia e gritaria como as pessoas
no BBB. Então seguia forçando.
Um pouco mais
velha e com um pouco mais de dinheiro, não foram poucos os Réveillons e
Carnavais em festas badaladas no Nordeste e no Rio de Janeiro. Ela torcendo pra
ter uma invasão extraterrestre que devastasse todos os caminhos que levam até
Congonhas e Guarulhos e a todas as saídas da cidade. São Paulo sitiada. Não,
ela não era estranha, com dificuldade extrema em gostar dessas coisas
insuportáveis e idiotas que todo mundo gosta e faz em bando. Normalzona, queria
super ter ido, mas olha que chata essa invasão extraterrestre.
As pessoas se
exibiam no trabalho, como se falar "paguei Trancoso" fosse o mesmo
que "ganhei um Nobel". Em silêncio, torcia pra que a chamassem pra
fazer plantão no final do ano. Me encham de trabalho, pelo amor de Deus. As
pessoas casavam, faziam chá de bebê, ela torcia para que a enchessem de
trabalho. E enchiam. Até que um dia experimentou a sensação mais libertadora da
vida. Primeiro saiu baixinho, fanho, rouco... "Não quero". Não
entenderam direito, perguntaram, fale mais alto. EU NÃO QUERO. E então, como um
vômito contido por mais de 30 anos, aquela verdade jorrou azeda e ácida e veloz
e muita. EU NÃO QUERO!!! Seja lá o que for que todos vocês querem, eu não
quero. Eu apenas não quero.
P.S.: A Tati sempre me traduzindo tão bem!
domingo, 7 de fevereiro de 2016
ANDO SÓ
Essa música tem me acompanhado já faz mais de um mês, todos os dias, quase toda hora, é nela que eu penso.
Engraçado que eu não a conhecia, primeira vez que escutei foi num showzinho de uma banda cover, me senti de outro mundo quando todo mundo pirou com ela e eu fiquei lá, parada, escutando e analisando pela primeira vez.
Depois veio o último show do Humberto (e já foram 3), eu fiquei hipnotizada pela maneira como o cara da minha frente sentiu aquela música que eu nem sabia a letra, tentei, mal, mal, acompanhar o refrão para não pegar tão mal.
E desde então ela ficou em mim, acho que esperando o dia de aflorar.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Bagagem emocional
Talvez seja essa a grande vilã dos relacionamentos. A bagagem emocional.
O resquício, o trauma, as mazelas, as lembranças. Tudo isso gera insegurança e medo do novo. O medo do “de novo”. O medo de se entregar, de acreditar, de se dedicar e de se decepcionar.
E tudo isso porque alguém, certa vez, teve a infeliz ideia de dizer que é normal errar uma vez, mas prosseguir no erro é indigno. Tolice, eu diria. Não existem erros iguais, apenas situações coincidentes. Ninguém erra duas vezes igual porque não existem nesta vida duas situações idênticas, e mesmo se existissem, a pessoa com quem você está lidando não é a mesma e, sobretudo e o mais importante no caso, é que você não será mais o mesmo.
A cada erro um aprendizado. Cada vez que você acredita que será diferente, realmente há de ser. Talvez novamente não haja o final que você espera, mas haverá um final que você ainda desconhece e que irá te transformar em uma pessoa mais preparada do que é hoje. E isso, por si só, já vale o risco.
A bagagem emocional te aprisiona e te faz ser injusto. Faz com que você jogue as decepções de um relacionamento passado na conta de uma pessoa que não tem nada a ver com isso. Faz você duvidar da sorte. Faz você afastar uma pessoa boa da sua vida com medo de se decepcionar com ela, ou de causar essa decepção.
É essa bagagem que faz surgirem clichês do tipo: “Todo homem não presta” ou “Toda mulher é interesseira”. Superficial e tolo como tantas outras conclusões que se ouvem por aí. Não é todo homem que não presta. Talvez o que não preste sejam os seus critérios de escolha, ou os lugares em que você tem procurado esses homens. Já pensou nisso? E nem toda mulher é interesseira e, sim, você que faz de tudo para atrair as que são, mostrando mais o que você tem do que o que você é. Comportando-se assim, não restam dúvidas quanto ao tipo das pessoas que irão se aproximar de você.
O passado não pode fechar portas para o futuro. Ele apenas te direciona sobre quais novas portas abrir. Pense nas suas decepções passadas. Veja quanto que você se tornou uma pessoa melhor depois delas. Não valeu a pena? De que outra forma você poderia alcançar a maturidade que tem agora? Foi dolorido? Com certeza! Mas ninguém te disse que seria fácil.
É também por conta dessa bagagem emocional que surgem as fórmulas prontas. Não ligue no dia seguinte, tente não demonstrar interesse, cuidado com as palavras fortes, demore um pouco para responder… Fórmulas que deram certo em momentos distintos e com pessoas totalmente diferentes de você. O mundo seria um lugar melhor se as pessoas procurassem ser mais verdadeiras e ficassem menos na defensiva. Menos fórmula pronta, mais cara limpa.
Você gosta? Então diga! Está com saudade? Procure! Quer conversar? Ligue! Sem medo, sem frescura, sem orgulho, sem receio. E você que está recebendo tal tratamento, não seja estúpido e trate essa pessoa com a atenção e a verdade que ela merece. Coragem e transparência são itens raros nos dias de hoje, e não faz sentido você que reclama tanto de não poder confiar nas pessoas, não saber valorizar quando aparece alguém que te trata com verdade. As pessoas parecem estar perdendo o hábito de lidar com a verdade, por isso ela assusta tanto.
Não tenha medo de ser feliz. Mais vale um mês de alegria do que um ano inteiro de solidão. Ninguém sabe quanto tempo vai durar. Um casamento, um namoro, um romance, uma amizade, um amor, a vida. Tudo é passageiro e incerto. Mas o medo de acabar não pode nunca te impedir de tentar. É comum ouvir por aí alguém dizer: “Terminei meu namoro de três anos. Não deu certo!” Não deu certo? Como não? Em tempos de casamentos que duram meses você me diz que um relacionamento de três anos não deu certo? Deu muito certo, caso contrário não teria durado tanto. Foi verdadeiro? Foi intenso? Deixou boas recordações? Então deu certo sim e valeu a pena. Se houve dor e decepção no caminho, é o preço natural que se paga.
Que venham outros amores, outros amigos, outros lugares e outros momentos. Que a dor de um adeus não seja maior que a alegria de um recomeço. Que o medo de errar não seja maior que a vontade de acertar. A vida vai ser sempre essa roda gigante e, se você não aguentar o frio na barriga na hora da descida, não vai sentir o vento no rosto e a sensação única da subida. E, vai por mim, a vista lá de cima é incrível.
O resquício, o trauma, as mazelas, as lembranças. Tudo isso gera insegurança e medo do novo. O medo do “de novo”. O medo de se entregar, de acreditar, de se dedicar e de se decepcionar.
E tudo isso porque alguém, certa vez, teve a infeliz ideia de dizer que é normal errar uma vez, mas prosseguir no erro é indigno. Tolice, eu diria. Não existem erros iguais, apenas situações coincidentes. Ninguém erra duas vezes igual porque não existem nesta vida duas situações idênticas, e mesmo se existissem, a pessoa com quem você está lidando não é a mesma e, sobretudo e o mais importante no caso, é que você não será mais o mesmo.
A cada erro um aprendizado. Cada vez que você acredita que será diferente, realmente há de ser. Talvez novamente não haja o final que você espera, mas haverá um final que você ainda desconhece e que irá te transformar em uma pessoa mais preparada do que é hoje. E isso, por si só, já vale o risco.
A bagagem emocional te aprisiona e te faz ser injusto. Faz com que você jogue as decepções de um relacionamento passado na conta de uma pessoa que não tem nada a ver com isso. Faz você duvidar da sorte. Faz você afastar uma pessoa boa da sua vida com medo de se decepcionar com ela, ou de causar essa decepção.
É essa bagagem que faz surgirem clichês do tipo: “Todo homem não presta” ou “Toda mulher é interesseira”. Superficial e tolo como tantas outras conclusões que se ouvem por aí. Não é todo homem que não presta. Talvez o que não preste sejam os seus critérios de escolha, ou os lugares em que você tem procurado esses homens. Já pensou nisso? E nem toda mulher é interesseira e, sim, você que faz de tudo para atrair as que são, mostrando mais o que você tem do que o que você é. Comportando-se assim, não restam dúvidas quanto ao tipo das pessoas que irão se aproximar de você.
O passado não pode fechar portas para o futuro. Ele apenas te direciona sobre quais novas portas abrir. Pense nas suas decepções passadas. Veja quanto que você se tornou uma pessoa melhor depois delas. Não valeu a pena? De que outra forma você poderia alcançar a maturidade que tem agora? Foi dolorido? Com certeza! Mas ninguém te disse que seria fácil.
É também por conta dessa bagagem emocional que surgem as fórmulas prontas. Não ligue no dia seguinte, tente não demonstrar interesse, cuidado com as palavras fortes, demore um pouco para responder… Fórmulas que deram certo em momentos distintos e com pessoas totalmente diferentes de você. O mundo seria um lugar melhor se as pessoas procurassem ser mais verdadeiras e ficassem menos na defensiva. Menos fórmula pronta, mais cara limpa.
Você gosta? Então diga! Está com saudade? Procure! Quer conversar? Ligue! Sem medo, sem frescura, sem orgulho, sem receio. E você que está recebendo tal tratamento, não seja estúpido e trate essa pessoa com a atenção e a verdade que ela merece. Coragem e transparência são itens raros nos dias de hoje, e não faz sentido você que reclama tanto de não poder confiar nas pessoas, não saber valorizar quando aparece alguém que te trata com verdade. As pessoas parecem estar perdendo o hábito de lidar com a verdade, por isso ela assusta tanto.
Não tenha medo de ser feliz. Mais vale um mês de alegria do que um ano inteiro de solidão. Ninguém sabe quanto tempo vai durar. Um casamento, um namoro, um romance, uma amizade, um amor, a vida. Tudo é passageiro e incerto. Mas o medo de acabar não pode nunca te impedir de tentar. É comum ouvir por aí alguém dizer: “Terminei meu namoro de três anos. Não deu certo!” Não deu certo? Como não? Em tempos de casamentos que duram meses você me diz que um relacionamento de três anos não deu certo? Deu muito certo, caso contrário não teria durado tanto. Foi verdadeiro? Foi intenso? Deixou boas recordações? Então deu certo sim e valeu a pena. Se houve dor e decepção no caminho, é o preço natural que se paga.
Que venham outros amores, outros amigos, outros lugares e outros momentos. Que a dor de um adeus não seja maior que a alegria de um recomeço. Que o medo de errar não seja maior que a vontade de acertar. A vida vai ser sempre essa roda gigante e, se você não aguentar o frio na barriga na hora da descida, não vai sentir o vento no rosto e a sensação única da subida. E, vai por mim, a vista lá de cima é incrível.
(Não encontrei o autor..)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
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