sábado, 18 de julho de 2015
Eu não uso shorts!
Eu estava olhando as fotos uma blogueira e concluí "Ela usa bastante short".
Claro que não ficou ficou por aí, fui me analisar diante da constatação sobre a moça.
Não, eu não uso short. Para não ser radical e dizer que não uso nunca, eu uso em casa, e tenho um que vou à padaria às vezes, e ao parque.
Maaaas, porrr queee eu não uso short? Eu me peguei fazendo essa pergunta para mim mesma.
Acho que é um misto de várias coisas. A insegurança comigo mesma talvez seja a principal delas. Eu fui uma criança gorda, sempre tive perna grossa, conforme fui crescendo fui emagrecendo, mas as pernas continuaram grandes, isso para mim é complicado, talvez eu me veja maior do que realmente sou, mas é só talvez mesmo. O fato é que de short me vejo como uma daquelas mulheres frutas (absolutamente nada contra elas) e eu não gosto do que eu vejo.
Outro fato é que, exatamente por me ver como fruta, eu fui ficando meio que com medo de sair na rua de short, sozinha então pior ainda. E vem junto todo esse machismo opressor em que as mulheres são vistas como pedaços de carne feitos para satisfazer a vontade dos homens que não podem e nem sabem controlar os seus instintos.
Bem, acho que falar sobre o "problema" é o primeiro passo para conseguir superá-lo.
É muita coisa para ser mudada, em mim e na sociedade. É mudança demais para ser mudada sozinha.
Tem que começar por algum lugar, que seja pelo short!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
Equidade
Equidade: tem muito mais a ver com justiça do que com igualdade.
Durante uma aula sobre planejamento estratégico entramos nessa questão. (sabe Deus como, entramos)
Não é tratar mulheres como homens, a questão é tratar mulheres como mulheres e homens como homens.
A mulher é sim fisicamente mais fraca e mais frágil que o homem.
Não dá para colocá-la em um trabalho braçal e pedir que ela renda e dure o mesmo tempo que um homem.
Gennnnnte, para mim é inconcebível um homem ficar de braços cruzados vendo uma mulher trocar o pneu de um carro só para provar que não são só direitos, mas deveres iguais.
Não é só uma questão de gentileza um homem trocar o pneu, é uma questão física, ele é fisicamente mais apto a agir naquela situação.
Eu não estou dizendo que o homem é inferior a mulher, cada um tem o seu lugar e ambos se completam.
Não defendo queimar sutiã, não quer usar, não usa.
O que não é justo é a coisificação da mulher, que não tem o direito de não usar o sutiã porque corre o risco de ser atacada na rua, é observada pelas próprias mulheres, rotulada por pessoas e obrigada, mesmo que com uma violência psicológica, a vestir de volta o seu sutiã.
E para complementar esse texto, eu resolvi adicionar o comentário que o Gustavo fez que só mostra o quanto devemos somar para melhorar:
"O que eu acho que não faz muito sentido no feminismo é a história de as mulheres estarem buscando o direito de cometer os mesmo erros que os homens como, por exemplo, o de ser o garanhão da balada. Cada um tem o direito de ser livre e ficar com quem quiser, mas no momento em que você se apega a um modelo equivocado, no caso o da tal da coisificação, o generaliza, e homens e mulheres se tratam como meros objetos, acho que a coisa começa a retroagir ao invés de progredir; a coisificação é típica da escravidão.
Quanto a homens e mulheres serem diferentes, ontem eu ouvi a seguinte historinha: o que é melhor para fazer feijão, a água ou o fogo?? Homens e mulheres tem que se complementar, e o primeiro passo é parar com essa briguinha de quem é melhor que quem. Não tem como comparar, oras, tanto a água como o fogo são essenciais para que o feijão fique pronto.
Queria comentar, também, a história do pneu. Concordo que é praticamente obrigação de um homem ajudar uma mulher a trocar o pneu, mas não só a mulher, mas qualquer um que necessite de ajuda, como um idoso, por exemplo. O que acontece é que, em 90% dos casos, o homem "ajuda" a mulher apenas com o intuito de levá-la pra cama, como se fosse uma espécie de pagamento devido por ela. Essa questão é muito ampla e complicada...as pessoas deveriam ajudar umas as outras, de forma altruísta, o famoso dar sem esperar nada em troca. Mas o que na verdade reina, hoje em dia, é o puro egoísmo. "
Durante uma aula sobre planejamento estratégico entramos nessa questão. (sabe Deus como, entramos)
Não é tratar mulheres como homens, a questão é tratar mulheres como mulheres e homens como homens.
A mulher é sim fisicamente mais fraca e mais frágil que o homem.
Não dá para colocá-la em um trabalho braçal e pedir que ela renda e dure o mesmo tempo que um homem.
Gennnnnte, para mim é inconcebível um homem ficar de braços cruzados vendo uma mulher trocar o pneu de um carro só para provar que não são só direitos, mas deveres iguais.
Não é só uma questão de gentileza um homem trocar o pneu, é uma questão física, ele é fisicamente mais apto a agir naquela situação.
Eu não estou dizendo que o homem é inferior a mulher, cada um tem o seu lugar e ambos se completam.
Não defendo queimar sutiã, não quer usar, não usa.
O que não é justo é a coisificação da mulher, que não tem o direito de não usar o sutiã porque corre o risco de ser atacada na rua, é observada pelas próprias mulheres, rotulada por pessoas e obrigada, mesmo que com uma violência psicológica, a vestir de volta o seu sutiã.
E para complementar esse texto, eu resolvi adicionar o comentário que o Gustavo fez que só mostra o quanto devemos somar para melhorar:
"O que eu acho que não faz muito sentido no feminismo é a história de as mulheres estarem buscando o direito de cometer os mesmo erros que os homens como, por exemplo, o de ser o garanhão da balada. Cada um tem o direito de ser livre e ficar com quem quiser, mas no momento em que você se apega a um modelo equivocado, no caso o da tal da coisificação, o generaliza, e homens e mulheres se tratam como meros objetos, acho que a coisa começa a retroagir ao invés de progredir; a coisificação é típica da escravidão.
Quanto a homens e mulheres serem diferentes, ontem eu ouvi a seguinte historinha: o que é melhor para fazer feijão, a água ou o fogo?? Homens e mulheres tem que se complementar, e o primeiro passo é parar com essa briguinha de quem é melhor que quem. Não tem como comparar, oras, tanto a água como o fogo são essenciais para que o feijão fique pronto.
Queria comentar, também, a história do pneu. Concordo que é praticamente obrigação de um homem ajudar uma mulher a trocar o pneu, mas não só a mulher, mas qualquer um que necessite de ajuda, como um idoso, por exemplo. O que acontece é que, em 90% dos casos, o homem "ajuda" a mulher apenas com o intuito de levá-la pra cama, como se fosse uma espécie de pagamento devido por ela. Essa questão é muito ampla e complicada...as pessoas deveriam ajudar umas as outras, de forma altruísta, o famoso dar sem esperar nada em troca. Mas o que na verdade reina, hoje em dia, é o puro egoísmo. "
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Máscara
Li certa vez que o carnaval é a única época do ano em que podemos tirar a máscara e sermos nós mesmos sem precisar nos preocupar com o que vão pensar.
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Sobre educação, simpatia e insistência
Desde novembro que eu pego o mesmo ônibus praticamente todos os dias.
É sempre a mesma coisa:
Tem uma fila de ônibus parados na parada, eu avisto o meu, saio correndo, ele está no final da fila, quase que parado na parada anterior.
Chego meio esbafurida, olho para o motorista e digo boa tarde, ele nem olha para mim, faço o mesmo com o cobrador, esse até que olha para mim, mas nunca responde. Eu levanto a cabeça e avisto o único lugar ainda vazio, sento, coloco meus fones de ouvido e finalmente o ônibus chega na parada.
E foi assim durante todas as minhas férias, algumas coisas com o tempo foram mudando.
Algumas pessoas resolveram correr junto comigo em vez de esperar na parada, a briga pelo único lugar vazio ficou acirrada.
Um rapaz que já está no ônibus quando eu entro passou a guardar o lugar para mim, foi engraçado a primeira vez que ele fez isso. Ele saiu do lugar dele que fica na última fileira olhou para mim, apontou para a cadeira e disse "Aqui! Corre!". Bem, eu sorri e corri, agradeci e ele disse "não tem de quê". E virou rotina isso nas últimas duas ou três semanas.
Só uma coisa não mudou, entro, digo "Boa tarde" e como resposta? cri, cri, cri
Até que semana passada, última semana das férias, eu saí correndo, agora com toda a parada correndo atrás de mim, entrei no ônibus, disse "Boa tarde!" e ouvi um "Boa tarde" de volta, assim, de repente. Com o cobrador exatamente a mesma coisa. Eu balancei a cabeça positivamente e abri um sorriso.
Acho que eles estavam pressentindo que as férias estavam no fim.
Agora eu não pego mais o mesmo ônibus, vou direto para a faculdade.
É sempre a mesma coisa:
Tem uma fila de ônibus parados na parada, eu avisto o meu, saio correndo, ele está no final da fila, quase que parado na parada anterior.
Chego meio esbafurida, olho para o motorista e digo boa tarde, ele nem olha para mim, faço o mesmo com o cobrador, esse até que olha para mim, mas nunca responde. Eu levanto a cabeça e avisto o único lugar ainda vazio, sento, coloco meus fones de ouvido e finalmente o ônibus chega na parada.
E foi assim durante todas as minhas férias, algumas coisas com o tempo foram mudando.
Algumas pessoas resolveram correr junto comigo em vez de esperar na parada, a briga pelo único lugar vazio ficou acirrada.
Um rapaz que já está no ônibus quando eu entro passou a guardar o lugar para mim, foi engraçado a primeira vez que ele fez isso. Ele saiu do lugar dele que fica na última fileira olhou para mim, apontou para a cadeira e disse "Aqui! Corre!". Bem, eu sorri e corri, agradeci e ele disse "não tem de quê". E virou rotina isso nas últimas duas ou três semanas.
Só uma coisa não mudou, entro, digo "Boa tarde" e como resposta? cri, cri, cri
Até que semana passada, última semana das férias, eu saí correndo, agora com toda a parada correndo atrás de mim, entrei no ônibus, disse "Boa tarde!" e ouvi um "Boa tarde" de volta, assim, de repente. Com o cobrador exatamente a mesma coisa. Eu balancei a cabeça positivamente e abri um sorriso.
Acho que eles estavam pressentindo que as férias estavam no fim.
Agora eu não pego mais o mesmo ônibus, vou direto para a faculdade.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Quebra-Cabeça
Engenheiros do Hawaii
Pode ser pra sempre
Pode não ser mais
Pode ter certeza e voltar atrás
Pode ser perfeito
Fruto da imaginação
Pode ter defeito de fabricação
Tá faltando peça no quebra-cabeça
Eu não tenho pressa
O meu tempo é todo teu
É tudo que eu posso oferecer
É pouco
Mas é tudo que eu posso oferecer
É quase nada
Mas é tudo que eu posso oferecer
Pode estar no ponto
Ponto de interrogação
Pode ser encontro ou separação
Pode correr risco
Arriscado sempre é
Só não pode o medo te paralisar
Tá faltando peça no quebra-cabeça
Eu não tenho pressa
O meu tempo é todo teu
É tudo que eu posso oferecer
É pouco
Mas é tudo que eu posso oferecer
É quase nada
Mas é tudo que eu posso oferecer
É pouco
Mas é tudo que eu tenho
Tudo que eu posso oferecer
PS.: Só porque eu quase chorei agora a pouco escutando.. >.<
Engenheiros do Hawaii
Pode ser pra sempre
Pode não ser mais
Pode ter certeza e voltar atrás
Pode ser perfeito
Fruto da imaginação
Pode ter defeito de fabricação
Tá faltando peça no quebra-cabeça
Eu não tenho pressa
O meu tempo é todo teu
É tudo que eu posso oferecer
É pouco
Mas é tudo que eu posso oferecer
É quase nada
Mas é tudo que eu posso oferecer
Pode estar no ponto
Ponto de interrogação
Pode ser encontro ou separação
Pode correr risco
Arriscado sempre é
Só não pode o medo te paralisar
Tá faltando peça no quebra-cabeça
Eu não tenho pressa
O meu tempo é todo teu
É tudo que eu posso oferecer
É pouco
Mas é tudo que eu posso oferecer
É quase nada
Mas é tudo que eu posso oferecer
É pouco
Mas é tudo que eu tenho
Tudo que eu posso oferecer
PS.: Só porque eu quase chorei agora a pouco escutando.. >.<
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