v.t. e v.i. Mastigar repetidas vezes; remoer
Fig. Pensar muito em, refletir com calma e cuidado: ruminar uma ideia.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Tão longe
Reação em Cadeia
Quando vi os teus olhos eu então acreditei
Eu pude entender tudo que você quis me dizer
Fui tão longe
Você juntou as nossas vidas transformando em uma só
E por alguns segundos eu pude viver num mundo bem melhor
Fui tão longe
Quero perder meu tempo com você
Imaginei loucuras a respeito de nós dois
Pude viver o antes, o agora e o depois
Fui tão longe
Eu acordei pra vida quando olhei pra você
E dentro de seus olhos foi lá onde me encontrei
Fui tão longe
Quando vi os teus olhos eu então acreditei
Eu pude entender tudo que você quis me dizer
Fui tão longe
P.S.: Nooossa, como eu gosto de Reação em Cadeia, é meio deprê sim, mas é forte e eu gosto!!
Fazia tempo que eu não escutava, desde ontem que eu me lembro de colocar para tocar.
Eu sou muito musical, gardo as sensações pelas músicas que eu estou escutando, por isso escutando tanta música, para conseguir guardar o maior número de sensações. às vezes eu tento lembrar de um episódio e parece que falta alguma coisa, o que falta é a música.
E tá, eu disse isso tudo para dizer que eu me lembro de Nana, eu lia escutando Reação, eu chorava horrores escutando Reação. Termina que Nana e Reação ficam interligados, quando eu me lembro de Nana consigo escutar Reação ao fundo, e qunado escuto Reação, vejo a Nana.
E é isso,
Um dia de lembranças boas.
Quando vi os teus olhos eu então acreditei
Eu pude entender tudo que você quis me dizer
Fui tão longe
Você juntou as nossas vidas transformando em uma só
E por alguns segundos eu pude viver num mundo bem melhor
Fui tão longe
Quero perder meu tempo com você
Imaginei loucuras a respeito de nós dois
Pude viver o antes, o agora e o depois
Fui tão longe
Eu acordei pra vida quando olhei pra você
E dentro de seus olhos foi lá onde me encontrei
Fui tão longe
Quando vi os teus olhos eu então acreditei
Eu pude entender tudo que você quis me dizer
Fui tão longe
P.S.: Nooossa, como eu gosto de Reação em Cadeia, é meio deprê sim, mas é forte e eu gosto!!
Eu sou muito musical, gardo as sensações pelas músicas que eu estou escutando, por isso escutando tanta música, para conseguir guardar o maior número de sensações. às vezes eu tento lembrar de um episódio e parece que falta alguma coisa, o que falta é a música.
E tá, eu disse isso tudo para dizer que eu me lembro de Nana, eu lia escutando Reação, eu chorava horrores escutando Reação. Termina que Nana e Reação ficam interligados, quando eu me lembro de Nana consigo escutar Reação ao fundo, e qunado escuto Reação, vejo a Nana.
E é isso,
Um dia de lembranças boas.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Mais um desabafo
É incrível como uma interpretaçao errada pode causar tanto furor ao redor de algo que nem existe.
Geeeente, liberdade de expressao!!! Tem gente que nao sabe o que isso quer dizer.
Hoje na aula, uma criatura chamou o coleguinha de inconveniente, o que seria normal se ela soubesse o significado de inconveniente.
Acho que é isso o que acontece com alguns seres desse planeta, eles simplesmente usam o conhecimento que julgam ter da forma mais errada possível.
Poxa, eu nao posso pagar pela ignorancia alheia nao.
Eu tenho o costume de falar, eu falo e falo muito, mas com a consciencia de que a minha liberdade termina onde começa a do outro.
E é isso aí!
P.S.: Esse já tem um tempinho. Eu quis evitar mais confusão e interpretação, mas quer saber? Não tô nem aí mais não!!
Os incomodados que se mudem, eu tô aqui é para confundir mesmo!!
P.S.: Esse já tem um tempinho. Eu quis evitar mais confusão e interpretação, mas quer saber? Não tô nem aí mais não!!
Os incomodados que se mudem, eu tô aqui é para confundir mesmo!!
terça-feira, 24 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Macaé
Clarice Falcão
Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi
Todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, se eu falar que foi por amor
Que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
E se eu contar de uma só vez
Como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, se eu contar como é que eu me senti
Ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei
Pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
P.S.: Só porque essa música faz tannnnto sentido..
Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi
Todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, se eu falar que foi por amor
Que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
E se eu contar de uma só vez
Como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
Ei, se eu contar como é que eu me senti
Ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei
Pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia
P.S.: Só porque essa música faz tannnnto sentido..
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Facultativo
Estatuto dos Funcionários, artigo 240: “O dia 28 de outubro será consagrado ao Servidor Público” (com maiúsculas).
Então é feriado, raciocina o escriturário, que, justamente, tem um “problema” na pauta para essas emergências. Não, responde-lhe o governo, que tem o programa de trabalhar; é consagrado, mas não
é feriado.
É, não é, e o dia se passou na dureza, sem ponto facultativo.
Saberão os groenlandeses o que seja ponto facultativo? (Os brasileiros sabem). É descanso obrigatório, no duro.
João Brandão, o de alma virginal, não entendia assim, e lá um dia em que o Departamento Meteorológico anunciava: “céu azul, praia, ponto facultativo”, não lhe apetecendo a casa nem as atividades lúdicas, deliberou usar de sua “faculdade” de assinar o ponto no Instituto Nacional da Goiaba, que, como é do domínio público, estuda as causas da inexistência dessa matéria-prima na composição das goiabadas.
Hoje deve haver menos gente por lá, conjeturou; ótimo, porque assim trabalho à vontade. Nossas repartições atingiram a tal grau de dinamismo e fragor, que chega a ser desejável o não comparecimento de 90 por cento dos funcionários, para que os restantes possam, na calma, produzir um bocadinho.
E o inocente João via no ponto facultativo essa virtude de afastar os menos diligentes, ou os mais futebolísticos, que cediam lugar à turma dos “caxias”.Encontrou cerradas as grandes portas de bronze, ouro e pórfiro, e nenhum sinal de vida nos arredores. Nenhum – a não ser aquele gato que se lambia à sombra de um tinhorão. Era, pela naturalidade da pose, dono do jardim que orna a fachada do Instituto, mas – sentia-se pela ágata dos olhos – não possuía as chaves do prédio.
João Brandão tentou forçar as portas, mas as portas mantiveram-se surdas e nada facultativas. Correu a telefonar de uma confeitaria para uma residência do chefe, mas o chefe pescava em Mangaratiba, jogava pingue-pongue em Correias, estudava holandês com uma nativa, na Barra da Tijuca, o certo é que o telefone não respondeu. João decidiu-se a penetrar no edifício galgando-lhe a fachada e utilizando vidraça que os serventes sempre deixam aberta, na previsão de casos como esse, talvez. E começava a fazê-lo, com a teimosia calma dos Brandões, quando um vigia brotou na grama e
puxou-o pela perna.
- Desce daí, moço. Então não está vendo que é dia de descansar?
- Perdão, é dia em que se pode ou não descansar, e eu estou com o expediente atrasado.
- Desce – repetiu o outro com tédio. – Olha que te encanam se você começa a virar macaco pela parede acima.
- Mas, e o senhor por que então está vigiando, se é dia de descanso?
- Estou aqui porque a patroa me escaramuçou, dizendo que não quer vagabundo em casa. Não tenho para onde ir, tá bem?
João Brandão aquiesceu, porque o outro, pelo tom de voz, parecia disposto a tudo, inclusive a trabalhar de braço, a fim de impedir que ele trabalhasse de pena. Era como se o vigia dissesse:
“Veja bem, está estragando meu dia. Então não sabe o que quer dizer facultativo?” João pensava saber, mas nesse momento teve intuição de que o verdadeiro sentido das palavras não está no dicionário; está na vida, no uso que delas fazemos. Pensou na Constituição e nos milhares de leis que declaram obrigatórias milhares de coisas, e essas coisas, na prática, são facultativas ou inexistentes. Retirou-se, digno, e foi decifrar palavras cruzadas.
Carlos Drummond de Andrade

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